Pespi de PepinoNo mês passado um amigo meu me ligou com um pedido: Organizar um churrasco para ele. Disse-me  que tinha alugado um lugar apropriado para o churrasco e que estava convidando amigos nossos de  infância. Confirmou a data e o número de pessoas que iriam e me fez um pedido especial: uma das  esposas era vegetariana.

Aceitei o convite e comecei imediatamente a fazer as contas de quanta carne comprar, bebidas, etc..  Me lembrei que tem uma tabela dessas num site de uma marca de cerveja o qual me ajudou a  confirmar a previsão da compra. Jamais poderia esquecer da esposa do Pedro, a vegetariana. 

Durante o churrasco tudo ocorreu muito bem, desde as carnes escolhidas que agradaram muito as  pessoas, até a bebida que estava sempre gelada e o esperado churrasco vegetariano da esposa do  Pedro.

O que isso tem a ver com o banner vegetariano?

Vou omitir alguns nomes de marcas e produtos para não exemplificar.

 

Estava na semana passada com um cliente da Realmedia, discutindo sobre ações que a marca dele  realiza nos diversos canais de relacionamento que atua e nos focamos em um ponto central: Internet.

Ele lançou no ar: “Por que eu não consigo dar continuidade nos processos de relacionamento que eu  inicio em outros canais e não migrá-los para o mundo online? “

Pedi um exemplo e ele me disse: “já sei quem compra o produto A ou o produto B, tenho tecnologia  suficiente do meu lado para marcar esse usuário, mas não faço nada com isso na camada de  campanha”.

Concordei e levantei uma nova discussão com ele voltada para o assunto “locação de espaço”. Lá no  churrasco que preparei, o lugar era alugado, o dono do lugar confiou no locatário, meu amigo, e não  se preocupou com o que ele estava servindo no dia, se era uma picanha maturada, uma maminha,  uma linguiça de calabreza ou refrigerante diet. Esse ítens seriam 100% de responsabilidade de quem  faz o churrasco.

O mesmo alinho com a publicidade. Quem define que linha a campanha vai ter,  quais formatos, que  preços, que data, quando, onde, como e o que é o anunciante. Ele conhece suas estratégias, seu  equilibrio de carteira, suas deficiencias, suas especialidades, como vender mais para o mesmo  cliente.

A publicidade online é tão abastecida de tecnologia que não se parece muito impossível dar  continuidade as ações multicanais. Conceito básico de relacionamento com o cliente é não oferecer  duas vezes o que ele já tem, ou então compor uma carteira de ofertas adequadas ao perfil dele,  certo?

Curva de propensão, rotas de eficiência, usuário comum, household, match de bases, são conceitos  básicos e aplicados no mundo do CRM. Podemos levar isso para a publicidade online? Sim !

Já faz um tempo que os anunciantes que compram publicidade online, começaram a se abastecer de  tecnologia suficiente para conhecer a base de seus clientes online, cruzar com informações  intracanais e internamente potencializam, sim, esse contato.

As oportunidades de contato que essa marca tem como seu cliente são poucas. Isso significa que  quando o usuário “aparece” para ele, precisa saber exatamente o que falar, e potencializar o  relacionamento. Lembra no churrasco a esposa vegetariana? Era meu primeiro churrasco para ela.

 

Qual então é a discussão aqui? O anunciante conhece seu usuário, tem tecnologia e conceito para  isso, mas não consegue levar isso consigo. Afinal, o anunciante compra ou aloca o espaço num web  site terceiro, e não consegue migrar essa inteligência.

A leitura do anunciante vem seguida de um monte de terminologias no final da campanha como  dispersão, taxa de resultado, ROI, sobreposição, até mesmo cliques. Alguns tentam calcular ROI  sobre impressão do banner. Picanha para a vegetariana?

 

Imagine saber que seu usuário já é cliente do produto A, e que internamente você conheça sua base  e sabe que a composição do produto A com o B tem mais resultado de vendas do que o A com o C,  porém você conhece o usuário e na hora de mostrar uma publicidade para ele você aponta o produto  C. Pior ! Mostra o A de novo. O resultado esperado é a famosa taxa de clique que “vareia”entre 0,1%  e 0,9%. Sucesso.

 

Isso realmente me leva a pensar que, se pudéssemos espelhar a inteligência do cliente no meio  online nos sites que o anunciante compra publicidade, pois acredita que seu cliente está por lá, seus  resultados seriam efetivamente maiores.

 

Lembra da esposa do meu amigo? Ela iria pensar duas vezes antes de ir no meu próximo churrasco se  tivesse esquecido dela.

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